CORREIO DOS AÇORES
A SOLIDÃO E AS SAUDADES INSULARES:
8 -
CORREIO DOS AÇORES
Tinha já
engordado alguns quilos de Luanda!
Mas os
olhos recusavam-se
Dramaticamente
A
aproximarem-se da superfície orbital
Afogados
no profundo poço
Negro em
redor
Cada noite
aumentado
Passada no
silêncio do quarto
Relendo
pela milésima vez
Sublinhando
os sublinhados
A
verde A vermelho A azul
A preto
Tomando
notas à margem das notas
Do dia
anterior
Na
contemplação pasmada das cartas
E do
quarto
Que
falavam do filho pela mão da mãe
Ambos lá
longe, nos Açores
Mar de
lágrimas sobre o pranto-Atlântico…
Noites e
noites
Á espera…
Na
esperança de voltar!
Reis Caçote
Maianga 61/63



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