TERRAS DE ANGOLA



VAMOS A CAMINHO DO "EXILIO"


12 - ANGOLA

Vastos espaços, vermelhas terras
Correntes de aço segurando mares
Poeirentas estradas, estreitas picadas
Fogo no sol, calmos poentes
Trevas da noite, estranhos ruídos
Mangas, gajajas, abacaxi…

Matas densas, feras à solta
Humanas, selvagens desnorteadas
Vales férteis, mansos rios
Cidades novas, musseques, arranha-céus
Bares com luz, sem luz, cerveja fresca
Quitetas, camarão, lagosta…

Gentes alegres, outras sombrias
Marés-calmas, violentas, frias
Vilas velhas, fazendas destruídas.

Corridas breves nos vales férteis
Ruídos metálicos nas poeirentas estradas
Angola das noites cálidas, desconhecida!...

Reis Caçote
1968/dig/02/14


12 - ANGOLA

Vastos espaços, vermelhas terras
Correntes de aço segurando mares
Poeirentas estradas, estreitas picadas
Fogo no sol, calmos poentes
Trevas da noite, estranhos ruídos
Mangas, gajajas, abacaxi…

Matas densas, feras à solta
Humanas, selvagens desnorteadas
Vales férteis, mansos rios
Cidades novas, musseques, arranha-céus
Bares com luz, sem luz, cerveja fresca
Quitetas, camarão, lagosta…

Gentes alegres, outras sombrias
Marés-calmas, violentas, frias
Vilas velhas, fazendas destruídas.

Corridas breves nos vales férteis
Ruídos metálicos nas poeirentas estradas
Angola das noites cálidas, desconhecida!...

Reis Caçote
1968/dig/02/14






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